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Ataque ao jornal Charlie Hebdo em Paris

As autoridades francesas confirmaram que 12 pessoas, entre as quais dois polícias, foram mortas e várias ficaram feridas, cinco delas estão em estado crítico, num ataque perpetrado esta quarta-feira contra a redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo.

O ataque foi protagonizado por dois homens, armados e encapuzados, que entraram no "hall" da redação do jornal e dispararam pelo menos uma arma automática, segundo fontes citadas pelos jornais "Nouvel Observateur", "Libération" e "Le Figaro".

Ataque ao jornal "Charlie Hebdo" (Atenção: o video pode ser chocante!)


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O presidente François Hollande convocou uma reunião do gabinete de crise para 15 horas TMG e Lisboa. As autoridades elevaram o nível de alerta de segurança na região parisiense para o máximo.

Fonte próxima do processo citada pela agência France Presse disse que dois homens "armados com uma "Kalashnikov" e um lança-rockets" atacaram o edifício, no centro de Paris, e "trocaram tiros com as forças de segurança".

A mesma fonte disse que os dois atacantes se apoderaram de um automóvel e atropelaram um transeunte na fuga. A redação do jornal satírico, publicado semanalmente, já tinha sido atacada em novembro de 2011, quando um incêndio de origem criminosa destruiu as suas instalações.

Esse incidente ocorreu depois de o jornal publicar um número especial sobre as primeiras eleições na Tunísia após a destituição do Presidente Zine el Abidine Ben Ali, vencidas pelo partido islamita Ennahda, no qual o profeta Maomé era o "redator principal".

O jornal tornou-se conhecido em 2006 quando decidiu republicar cartoons do profeta Maomé, inicialmente publicados no diário dinamarquês Jyllands-Posten e que provocaram forte polémica em vários países muçulmanos. Fonte: Jornal Record.

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